Publicado por: Eliania Silva | quinta-feira dezembro 13, 2012

Dor Crônica

DOR, quem nunca sentiu?

Existem pouquíssimas exceções (existem pessoas que não sentem dor). Ao mesmo tempo que incomoda de tal maneira que leva algumas pessoas a pensarem em tirar a própria vida, ela também serve de aviso quando algo está funcionando mal em nosso corpo.

A dor é uma experiência sensorial e emocional desagradável segundo a Associação Internacional para o Estudo da Dor¹.Caracteriza-se por ser subjetiva, modulada por vários aspectos pessoais, como idade, atenção, medo, ansiedade, experiências prévias, entre outro, refletindo em experiências sensorial e resposta afetiva e cognitiva individual.

Existem várias classificações para a dor²:

1.Por eixos: – Região acometida; -Sistema acometido; – Características temporais da dor; – Intensidade; – Etiologia;

2.Quanto a origem: Somática, Visceral,Neuropática, Psicogênica;

3.Quanto a duração: dor aguda e crônica;

Nesse texto será enfatizado a dor crônica que atinge 7 a 40% dos adultos e 15 a 20% das crianças, sendo motivo de estresse para paciente e familiares, pois provoca alterações físicas, sociais e psicológicas com forte impacto sobre a saúde do individuo.

Por ser uma experiência única e pessoal a dificuldade em avaliar e mensurar a dor é muito  grande e importante para o sucesso no tratamento.

Algumas das avaliações usadas são as escalas de faces, numéricas, verbais, comportamentais, escalas analógicas,  o inventário da dor de Wisconsin, entre outros.

O tratamento dos pacientes com síndromes dolorosa crônicas vai além da abordagem farmacológica e um único profissional não é capaz de abranger sozinho todos os aspectos biológicos, psicológicos, sociais e culturais.³

O tratamento do paciente com dor se baseia em:

  1. Remover o fator causal quando possível;
  2. Prescrição racional de analgésicos;
  3. Participar de programas de medicina física e psicoterapia;
  4. Utilização de técnicas de relaxamento  como: técnicas de respiração, relaxamento muscular progressivo, imagens guiadas, biofeedback e hipnose.

O terapeuta ocupacional faz parte da equipe que atua com pacientes com dor crônica e seu foco é o direito do individuo a ter uma vida significativa e produtiva apesar da dor ou da doença crônica. Seu objetivo principal é prevenir incapacidade e promover função e bem estar nas ocupações cotidianas por meio do uso terapêutico  de atividades significativas.

Enfim,o objetivo do terapeuta ocupacional não é o de curar a dor, mas auxiliar as pessoas a mudarem sua relação com a dor, por meio da facilitação de comportamentos apropriados em relação à atividade.

O profissional podará fazer uso de algumas técnicas:

  •  Pacing que visa interagir/equilibrar os ciclos de atividade e repouso;
  • Treinamento postural que está relacionado ao controle da postura;
  • Proteção Atricular, conservação de energia, tecnologia assistiva: podendo confeccionar órteses e adaptações quando necessárias;
  • Acupuntura;
  • Abordagem cognitiva comportamental, relaxamento, a visualização criativa e o biofeedback.

Muitas das dores que sentimos são resultantes da forma errada com que realizamos nossas atividades diárias,portanto para obtermos o alivio da dor precisamos rever nossa postura:

      POSTURAS INCORRETAS

  • Evite fazer diversas tarefas ao mesmo tempo
  • Dirigir com o braço esticado
  • Sentar em cima da perna (em forma de 4)
  • Ver televisão deitado de lado no sofá
  • Carregar a mochila pesada em um ombro só
  •  Apoiar os cotovelos na mesa
  • Ler deitado na cama
  • Levantar peso sem flexionar os joelhos
  • Sentar com a perna cruzada
  • Dormir com dois travesseiros
  • Apoiar o telefone entre o ombro e o pescoço

POSTURAS CORRETAS

  • Prateleiras e armários devem estar ao alcance dos braços sem esforço
  • Dobrar os joelhos de forma que a coluna se mantenha ereta,
  • Sentar-se em um banquinho, para realizar atividades próximas ao chão;
  • Varais de roupa devem ser baixos;
  • Utilizar carrinho para empurrar um peso;
  • Use apoio quando fizer tricô, crochê e bordados;
  • Ao carregar pesos distribuí-los em sacolas, em ambos os braços;
  • Ao varrer, é indicado que a vassoura esteja à frente, evitando torcer a coluna;
  • Evitar a postura encurvada ao realizar as atividades domésticas;
  • O ideal é ver televisão sentado ou em poltronas reclináveis que apoiam a coluna inteira).

       ELIANIA P. SILVA – TERAPEUTA OCUPACIONAL

Referências:

Tirado,M.G.A.Barrreto,K.M.L.Leite,V.M.M.Terapia Ocupacional, Dor e cuidados Paliativos no Processo de Envelhecimento.In:De Carlo, Marysia M.R.Prado-Dor e Cuidados Paliativos-Terapia Ocupacional e Interdisciplinaridade.São Paulo:ROCA,2007.

Speciali,J.G.Çoncalves,D.A.G.Classificação, Fisiopatologia e Epidemiologia da Dor.In:De Carlo, Marysia M.R.Prado-Dor e Cuidados Paliativos-Terapia Ocupacional e Interdisciplinaridade.São Paulo:ROCA,2007.

Bassanezi, B.S.B. Caravalho,M.V.B. A Equipe Multiprofissional no Tratamento da Dor e em Cuidados Paliativos.In:De Carlo, Marysia M.R.Prado-Dor e Cuidados Paliativos-Terapia Ocupacional e Interdisciplinaridade.São Paulo:ROCA,2007.

De Carlo,M.M.P. Elui,V.M.C.Packer,M.P. Terapia Ocupacional Atenção a Pacientes com Dor não Oncológicas.In:De Carlo, Marysia M.R.Prado-Dor e Cuidados Paliativos-Terapia Ocupacional e Interdisciplinaridade.São Paulo:ROCA,2007.

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