Publicado por: Eliania Silva | domingo maio 3, 2009

HANSENÍASE – Que doença é essa?

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O Brasil é hoje o líder mundial em prevalência da hanseníase, segundo dados da Organização Mundial da Saúde. (Existe contestação nesse número pelo governo brasileiro, já que as formas de pesquisa da India são diferentes do Brasil, o que colocaria a India em primeiro lugar e o Brasil em segundo, mas ainda sim é um grande número de pessoas com essa doença – comentário pessoal).

O Governo brasileiro assinou, em 1991, termo de compromisso mundial para eliminação da doença até o ano 2000, meta que está longe de ser atingida (fonte:jusbrasil.com.br).

Os dados nacionais apontam que o número de novos casos de hanseníase caiu 23% entre 2003 e 2007.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2003 foram notificados cerca de 52 mil casos no País, contra 40 mil em 2007. Apesar do avanço, dados da Organização Mundial de Saúde indicam que o Brasil, junto com Angola, Congo, Índia e Moçambique, é um dos locais que concentram maiores índices da enfermidade.(fonte:ligadst.com)

Um estudo epidemiológico realizado pelo Ministério da Saúde dividiu o Brasil em grupos de acordo com o índice de detecção de hanseníase. O Maranhão encontra-se no primeiro grupo, juntamente com Pará, Tocantins e Piauí, caracterizando-se uma área hiperendêmica na doença.O índice de detecção da hanseníase no Estado tem chegado a dez vezes mais do que o recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).( fonte:portalamazonia.globo.com). Em outros Estados felizmente o número de casos vem caindo, como Rio (31% no Rio, entre 2003 e 2007-ligadst.com), São Paulo (30% comparando 2008 com 2003-saopaulo.sp.gov) e Acre( foram registrados 543 casos em 2006 e em 2007 esse número foi reduzido a 278 casos-agencia.ac.gov.).

Atualização: segundo o jornal O Imparcial, nº 33.259, de 12/08/2012:

“(…) Segundo informes divulgados durante o Seminário Estadual do Projeto Integrahans – Mapatopi – Padrões epidemiológicos, clínicos, psicossociais e operacionais da hanseníase nos estados do Maranhão, Pará, Tocantins e Piauí, (…) o Maranhão é o terceiro estado em casos de hanseníase em todo o Brasil, uma taxa de 54,8 por mil habitantes. Perde apenas para o Mato Grosso, com 84,97 por mil habitantes, e Tocantins, com 71,13. O estado maranhense registrou, somente no ano de 2011, 3.833 casos dessa doença.

(…) o estado, em relação a casos de hanseníase, é considerado hiperendêmico, pois está acima de 40 casos por mil habitantes. Em relações a cidades consideradas críticas, estão São Luís, que no ano passado registrou 656 casos, Imperatriz, 209, Timon, 134, Açailândia, 134, Santa Luzia do Tidi, 116, Caxias, 105 e Codó, 104.”

A Hanseníase

É uma doença infecto-contagiosa causada pelo bacilo de Hansen e que atinge a pele e os nervos dos braços mãos, pernas, pés, rosto, orelhas, olhos e nariz. Tem evolução lenta e o tempo entre o contágio e o aparecimento dos sintomas é longo.

Modo de contágio e fonte de infecção

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Como pega: via respiratória e convívio prolongado

Sinais e sintomas dermatológicos

  • Manchas esbranquiçadas ou avermelhadas, que podem ser confundidas com pano branco ou impingem
  • Não coçam, perdem os pelos, não suam e não doem
  • Infiltrações – alteração na espessura da pele de forma difusa
  • Tubérculos – caroços externos
  • Nódulos – caroços internos, palpável

Sinais e sintomas – doença mais avançada

  • Dor e sensação de choque/agulhadas ao longo dos nervos dos braços, mão, pernas e pés
  • Diminuição ou perda da sensibilidade nas áreas inervadas por esses nervos – nos olhos, nas mãos e nos pés
  • Diminuição e/ou perda de força nos músculos inervados por esses nervos – pálpebras e nos membros superiores e inferiores

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[1: Mancha esbranquiçada] [2: Placa] [3: Infiltrações]

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[4: tubérculos] [5: lesões eritematosa infiltradas] [6: nódulos]

Formas da doença

Indeterminada

  • É a forma inicial da doença
  • Pode permanecer estável ou evoluir para outra forma
  • Apresenta manchas esbranquiçadas na pele, limites imprecisos e com alteração na sensibilidade térmica
  • Preservação das sensibilidades dolorosas e tátil
  • O nervo não é lesado
  • Tipo simples, algumas vezes autocurável (tem poucos bacilos-paucibacilar)

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Tuberculóide

  • Lesões em placa na pele
  • Bordas bem delimitadas
  • Apresenta queda de pêlos e alteração da sensibilidade
  • Lesões de pele de forma reduzida
  • Alteração na sensibilidade térmica, dolorosas e tátil
  • Comprometimento de troncos nervosos
  • Tipo simples, algumas vezes autocurável (paucibacilar – apresenta poucos bacilos)

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Virchowiana

  • Muitas lesões na pele
  • Limite impreciso, brilhante, com distribuição simétrica
  • Pode haver infiltração na face e orelhas
  • Perda de cílios e supercílios
  • Alterações da sensibilidade das lesões de pele
  • Acometimento de troncos nervosos
  • Face leonina
  • É contagiosa quando não estiver em tratamento;

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Dimorfa

  • É a junção de outras duas formas como: wirchoviana e tuberculoide
  • Lesões na pele bem delimitadas
  • Lesões infiltradas, edematosas e brilhantes, escamosas e com contornos bem definidos
  • Coloração de pele normal
  • Perda da sensibilidade
  • Comprometimentos dos troncos nervosos
  • É contagiosa (multibacilar), quando não estiver em tratamento

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Tratamento

Medicamentoso : PQT – Poliquimioterapia

(6 a 24 meses)

A pessoa em tratamento a partir de 48 horas não transmite mais a doença, porém todos que entraram em contato com ela devem procurar um posto de atendimento e fazer o exame. Algumas vezes o exame pode dar negativo porque o tipo indeterminado e tuberculóide tem poucos bacilos e a pessoa só vai apresentar a doença depois de 2 anos ou não apresenta por que o próprio organismo se livrou da bactéria.

Atuação da Terapia Ocupacional

Conjuntamente com o tratamento medicamentoso tem a atuação de outros profissionais como o técnico em enfermagem, enfermeira, fonoaudiologo e terapeuta ocupacional.

  • Prevenção, divulgando junto à população os sinais e sintomas da doença e a existência de tratamento e cura, como nas escolas ou em ações sociais
  • Avaliação de todo o paciente para verificar a progressão da doença, como o paciente responde ao tratamento
  • Adaptação de calçados, palmilhas, utensílios domésticos e o que for necessário para evitar maiores complicações para o paciente, como queimaduras e feridas por causa da perda da sensibilidade
  • Confecção de órteses
  • Reabilitação: atividades para os músculos e tendões que enfraquecem, incham; lubrificação dos os olhos, nariz e pele que necessitarem.
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Hanseníase tem cura e o tratamento/remédios são gratuitos. Para maiores informações, procure um posto de saúde ou ligue para 0800-611997.

Terapia Ocupacional

Autora: Eliania P. S. Queiroz

Referências: Manual de Prevenção de Incapacidades – Ministério da Saúde. Brasilia, 2001.

http://www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6945&Itemid=285

www.agencia.ac.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=6945&Itemid=285

gostei.abril.com.br/frame/index/hanseniase-lepra   (a matéria neste site está excelente, outra forma de ve-la);

www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia.php?id=200152

portalamazonia.globo.com/noticias.php?idN=77415&idLingua=1 – 48k

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Responses

  1. Parabéns pelo blog mamae

  2. Sou academica do 6 semestre de enfermagem da esamaz, tenho a pretenção de fazer o meu tcc, relacionado a lesoes feridas e tratamento. preciso de ajuda, caso vc possa mande para mim artigos . obrigada

  3. Olá! Adorei o blog… muito interessante. Sou Terapeuta Ocupacional e passei no concurso da saúde no munícipio do Juazeiro do Norte/CE e fui lotada no Centro para clientes com Hanseníase, nunca trabalhei nesta área e gostaria de trocar idéais com você. Um abraço.

    • Ilcione, parabéns pela aprovação no concurso.
      Vou fazer melhor doque trocar ideias com você, vou te indicar uma pessoa que tem anos de experiência nessa área.
      O nome dela é Ana Maria, ela também é Terapeuta Ocupacional, trabalha na área de confecção de órteses em um centro de atendimento a pessoas com hanseíase.
      Ela tem um blog interessante sobre hanseníase e vai poder te ajudar.
      http://terapiaocupacionalhanseniase.blogspot.com/2008/05/terapia-ocupacional-na-hansenase.html
      Eu fiz um estágio rapido lá, então, provavelmente ela não vai lembrar de mim, mas eu lembro dela e a achei uma pessoa bem acessível.
      Qualquer coisa, estou a disposição.

      Boa sorte no novo emprego.

  4. Muito obrigada. bjsssssssss

  5. Eliana voce esta de parabens me formei ano passado em Terapia Ocupacional na Faculdade de Fernandópolis interior de SP e sempre usei seu blog como referencia para minhas pesquisas e hoje estudando para concurso estou aqui de novo estudando novamente, obrigado pela iniciativa de dividir seu conhecimento com a gente…esta de parabens…bjos

    • Olá Carla!
      Muito obrigada pelo comentário, fico tão feliz quando sei que os post ajudaram alguém.
      Espero que você seja uma excelente profissional.
      Sucesso nos concursos e na carreira.

  6. Olá tenho 27 anos e gostaria de ajuda no tratamento de impinges! a cerca de 45 dias começou e já estou com várias por todo o corpo principalmente da cintura para cima .Sei que o ideal é procurar um Dermatologista e vou fazer isso mais estou assustada com o surgimento tão rápido e a quantidade excessiva também vem me assustando!!! As minhas não concão mais existem diversas! cerca de 80 impinges com muitas pequenas ainda se formando!!! O que pode ser isso ? Sei que um Dermatologista deve avaliar mais por experiência pode me dizer algo sobre o assunto ?

  7. An impressive share! I’ve just forwarded this onto a co-worker who had been doing a little homework on this. And he in fact bought me dinner because I found it for him… lol. So allow me to reword this…. Thank YOU for the meal!! But yeah, thanx for spending time to talk about this matter here on your web page.

    • Espero que tenha aproveitado o jantar rsrsrs.
      Eu que agradeço!


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